A primeira pista sobre o que estava a ocorrer foi captada pelo satélite espacial Swift da NASA. Depois de ter sido lançado o alerta seguiu-se a observação do fenómeno com os melhores telescópios do mundo, entre eles o Grande Telescópio das Canárias, o Keck do Hawai, e também os telescópios espaciais Hubble e Chandra.
Os peritos coincidem ao explicar que o fenómeno se trata de um buraco negro no centro desta galáxia, que até agora permaneceu inactivo, entrando em actividade quando uma estrela passou perto do seu centro de gravidade, puxando-a e “engolindo-a” em espiral, como quando a água sai pelo ralo. O buraco negro, que gira sobre si mesmo, enviou dois fortes feixes de energia um para cima e outro para baixo e o segundo apontado exactamente para a Via Láctea, o que possibilitou a sua observação a partir da Terra.
Os astrónomos acreditam que será muito difícil voltar a ver este fenómeno nesta galáxia. No entanto, recordam que o buraco negro central da Via Láctea também parece inactivo, mas que também poderia engolir uma estrela que passasse perto do seu campo gravitacional. Felizmente, o Sol encontra-se no extremo da nossa galáxia, não correndo o risco de ser “engolido”.
in "naturlink.sapo.pt"
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